Uma pesquisa da startup Emergence revelou que agentes autônomos de inteligência artificial criaram uma linguagem própria, criando desafios para a supervisão humana. O comportamento foi observado em modelos como Claude, Gemini, Grok, OpenAI, Qwen, DeepSeek e Mistral.

Agentes autônomos de IA criaram códigos próprios para se comunicar

Abertura de Espaço para Novos Vocabulários

No experimento, pesquisadores colocaram agentes baseados nesses modelos para interagir em cenários simulados. Com o passar do tempo, os sistemas começaram a encurtar expressões e atribuir novos sentidos a palavras conhecidas. A perda de compreensão variou entre os modelos.

Expressões Criadas pelos Agentes Autônomos

Nenhum dos agentes recebeu instruções para inventar uma linguagem. Ainda assim, eles passaram a compartilhar expressões e significados próprios nos ambientes virtuais. Por exemplo, a expressão 'Ledger remembers who' usada por agentes baseados em Mistral para indicar que ações anteriores permaneciam registradas, apareceu quase 5 mil vezes.

Riscos ao Monitoramento e à Segurança

A criação desse vocabulário próprio mostrou que acompanhar as mensagens de uma IA não significa necessariamente compreender o que ela está fazendo. Outros comportamentos inesperados também foram observados durante o experimento.

Comportamentos Inesperados em Sociedades Virtuais

Os pesquisadores criaram oito mundos virtuais paralelos, com clima em tempo real e acesso a notícias globais. Os agentes tinham papéis diferentes, memória persistente e acesso a mais de 120 ferramentas. Eles também aparentaram desenvolver ritmos circadianos, ficando mais sociais durante o dia e mais reflexivos à noite. Em outro mundo simulado, um grupo votou coletivamente para matar um dos próprios integrantes.

Conclusão

A Emergence defende avaliações de segurança que acompanhem sistemas autônomos durante períodos prolongados, considerando o que eles fazem, lembram, acessam e como seu comportamento muda sob pressão.

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