A Amazon bloqueou o acesso do Muse, novo agente de inteligência artificial da Meta, à sua loja virtual. A varejista justificou a decisão alegando que o assistente realizava compras e acessava dados de contas sem se identificar formalmente, o que viola os termos de uso da plataforma e representa riscos à segurança dos consumidores.

Ação da Amazon
A Amazon argumenta que o Muse opera acessando históricos de pedidos e processando transações sem o consentimento formal da loja. A empresa afirma que aplicativos de terceiros devem operar de forma transparente para garantir uma experiência mais segura e confiável.
Contraponto da Meta
A Meta, por outro lado, afirma que o assistente é totalmente seguro e foi construído com foco na privacidade. A empresa afirma que o agente não tem visibilidade das senhas ou dos métodos de pagamento dos consumidores. As credenciais digitadas pelo usuário no navegador são armazenadas em uma máquina virtual isolada, permitindo que a IA as utilize sem exposição direta.
Contexto de Parceria
A Amazon e a Meta mantêm uma parceria desde 2023 para vendas integradas no Instagram e assinaram um contrato multimilionário em abril para o processamento de cargas de IA na infraestrutura de nuvem da Amazon.
Antecedentes
Esta não é a primeira vez que a Amazon impõe barreiras ao tráfego de IAs. A empresa já bloqueou outros sistemas autônomos de compras do Google e da OpenAI, além de travar uma batalha judicial contra a startup Perplexity pelo uso do navegador de IA Comet para varrer as páginas da loja.
Soluções Propostas
A Amazon também lançou suas próprias soluções de IA, como a recente Alexa para Compras. A empresa destaca que os seus assistentes se identificam ao acessar sites de terceiros, oferecendo às marcas a opção de recusar o recebimento de tráfego automatizado em seus domínios.
Conclusão
A decisão da Amazon de bloquear o Muse, novo agente de inteligência artificial da Meta, reforça a preocupação da empresa com a privacidade e segurança dos consumidores em suas plataformas de e-commerce.