O verão de 2026 na Europa foi marcado por ondas de calor extremas, causando um impacto significativo na saúde pública. Pesquisadores do Imperial College London e da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres revisaram dados meteorológicos e populacionais para estimar o número de mortes associadas a essas altas temperaturas. O estudo revela que aproximadamente 32.619 óbitos, cerca de dois terços, são atribuídos à atividade humana, principalmente à queima de combustíveis fósseis.

Estimativas de Mortes
Os números não correspondem a uma contagem oficial de mortes, mas sim a um cálculo baseado em dados meteorológicos, características da população e modelos que relacionam condições climáticas ao risco de morte. Os pesquisadores combinaram dados de temperatura, informações demográficas e modelos climáticos para estimar a parcela das mortes associada ao aquecimento provocado pela atividade humana.
Impacto do Aquecimento
O aquecimento provocado pela atividade humana expôs trabalhadores ao ar livre a condições perigosas e contribuiu para incêndios florestais de grandes proporções na França e na Espanha. Além disso, o calor extremo expôs pessoas de todas as idades, com a população idosa concentrando mais da metade das mortes estimadas.
Monitoramento e Preparação
A Europa vem ampliando o monitoramento dos impactos das altas temperaturas. Agências de saúde de países como Reino Unido, França, Alemanha e Espanha passaram a divulgar estimativas de mortes relacionadas ao calor enquanto o verão ainda está em andamento. Os pesquisadores defendem a necessidade de preparação para temperaturas extremas, incluindo sistemas de alerta, acesso a formas de resfriamento e medidas para proteger as populações mais vulneráveis.
Conclusão
O estudo reforça a urgência de ações para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, como parte da estratégia para limitar o agravamento dos riscos à saúde relacionados ao aquecimento global.