A franquia Castlevania, precursora do gênero metroidvania, já foi uma das principais bases para toda uma geração de jogos. Após mais de uma década longe dos videogames, a Konami trará de volta a série em Castlevania: Belmont’s Curse, um capítulo que promete trazer o que há de melhor na saga, sob o gênero que consagrou toda a jornada. As expectativas do público são colossais, assim como os temores.
Origem da Franchising
A Konami lançou a série Castlevania em 1986, com o jogo original. Nascida em 1986, ela viu na década seguinte duas aventuras emblemáticas, Super Castlevania IV (1991) e Castlevania: Symphony of the Night (1997). O original também marcou muita gente, assim como Castlevania III: Dracula’s Curse (1989). Este último, inclusive, inspirou a história vista nas quatro temporadas da animação da Netflix.
Transição para Novas Gerações
Enquanto Super Mario Bros, The Legend of Zelda, Final Fantasy e outros conseguiram migrar com sucesso para plataformas modernas, a Konami segurou até onde podia. Enquanto muitos viam Castlevania: Symphony of the Night como uma obra-prima, a Konami quis seguir outro caminho e trouxe Castlevania 64 (1999), com mapas tridimensionais, ambiente para explorar, hordas de inimigos e outras novidades. O tiro saiu pela culatra, já que os desenvolvedores nunca tinham feito nenhum título 3D até ali. Câmeras atrapalhadas, controles com comandos confusos e mapas que obrigavam os jogadores a recomeçar em pontos distantes foram o “início do fim”.
A Falida Transição
A transição para novas gerações impactou e muito a saga. Enquanto muitos viam Castlevania: Symphony of the Night como uma obra-prima, a Konami quis seguir outro caminho e trouxe Castlevania 64 (1999), com mapas tridimensionais, ambiente para explorar, hordas de inimigos e outras novidades. O tiro saiu pela culatra, já que os desenvolvedores nunca tinham feito nenhum título 3D até ali. Câmeras atrapalhadas, controles com comandos confusos e mapas que obrigavam os jogadores a recomeçar em pontos distantes foram o “início do fim”. Tudo isso foi acertado no PlayStation 2, com Lament of Innocence (2003) e Curse of Darkness (2005). Apesar de serem excelentes games, eles não eram mais os mesmos. Enquanto outras franquias preservavam suas origens, essa fugiu dos metroidvanias.
A Falida Transição II
A própria Nintendo viu o caminho da third-party e decidiu mudar alguns conceitos para levar Metroid ao Game Cube. Sob o selo “Prime”, ela criou um spin-off que foi considerado uma das maiores alterações de gênero de todos os tempos. O original existia, mas o outro realmente parecia algo “melhor”. Enquanto isso, quem acompanhava a saga de Drácula nos videogames viu a Konami fugir cada vez mais do material original, o que deixou muitos tristes pelo seu rumo. A nostalgia e as pequenas falhas da produtora deixaram claro que o caminho de Castlevania devia voltar.
Castlevania Judgment e Os Novos Capítulos
Castlevania Judgment (2008) foi um jogo de luta com artes no estilo mangá, com artes de Takeshi Obata, de Death Note. Considerado uma falha comercial das grandes, o título lançado no Nintendo Wii precedeu a última tentativa de manter tudo de pé: a série Lords of Shadow. Ainda que não tenha retornado à sua origem, a trama de Gabriel Belmont apresentou uma prequel de toda a franquia. Como um jogo de ação e hack and slash, o título convenceu e mostrou que ainda tinha um fôlego. Isso garantiu o lançamento do segundo, porém ele não foi tão bem recebido e fez a Konami abandonar o Drácula de uma vez.
Castlevania: Belmont’s Curse
É seguro dizer que a Konami está voltando à sua origem, trazendo de volta a série Castlevania após 12 anos de ausência, prometendo trazer o que há de melhor na saga metroidvania. As expectativas do público são colossais, assim como os temores. A série trará de volta os personagens clássicos e o gênero que consagrou toda a jornada, prometendo um retorno ao que há de melhor na franquia.