O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, alertou sobre os riscos associados ao rápido avanço da inteligência artificial (IA) em uma declaração antes da Assembleia Geral da ONU. Guterres enfatizou que a necessidade de uma supervisão mais rigorosa da IA será um dos principais temas de suas conversas com líderes mundiais.
A Importância de Regulamentação Global
Guterres afirmou que não podemos ignorar as preocupações levantadas, especialmente por aqueles na linha de frente do desenvolvimento da IA. Ele defendeu a criação de mecanismos internacionais de governança para a IA, defendendo há anos a necessidade de um entendimento compartilhado sobre como promover o desenvolvimento seguro, protegido e responsável da tecnologia.
A Corrida pela IA e a Responsabilidade dos Governos
O secretário-geral destacou que é responsabilidade de cada governo proteger seus cidadãos contra possíveis ameaças representadas pela tecnologia. Ele defendeu a criação de canais permanentes de contato e troca de informações entre países com maior capacidade de desenvolver sistemas de IA de ponta, além de mecanismos comuns de segurança.
A Conflitualidade entre Estados Unidos e China
Guterres também mencionou a importância de discutir o tema da IA entre Estados Unidos e China, especialmente em meio à crescente tensão entre os dois países. Ele defendeu a necessidade de um entendimento compartilhado sobre como promover o desenvolvimento seguro, protegido e responsável da IA, identificando quando sistemas cada vez mais poderosos podem exigir salvaguardas mais fortes ou medidas adicionais para administrar possíveis riscos.
A ONU e o Conselho de Segurança
O Conselho de Segurança da ONU também poderá realizar reuniões dedicadas à IA na próxima semana, durante o encontro anual de líderes mundiais em Nova York. A ONU já havia realizado sua primeira reunião dedicada à IA em 2023.
Conclusão
Guterres alertou sobre os riscos associados ao rápido avanço da IA, defendendo a necessidade de regras comuns entre países para evitar desastres globais. A posição do secretário-geral contrasta com a do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que minimizou os argumentos em favor de novas regras federais e minimizou os riscos apontados.