Demis Hassabis, o chefe do Google DeepMind, acredita que a inteligência artificial geral (AGI) pode estar a apenas dois ou três anos de distância. Em entrevista ao Wall Street Journal, Hassabis estabeleceu uma nova estimativa de três a cinco anos para a chegada da AGI.

Chefe do Google DeepMind diz que AGI chegará em até 3 anos

O que seria necessário para uma IA ser considerada AGI?

Não há uma definição única para determinar quando uma IA se tornaria uma AGI. Em linhas gerais, o conceito descreve sistemas capazes de aprender, raciocinar e resolver diferentes tipos de problemas como se fosse uma pessoa. A AGI permanece um conceito teórico, justamente porque os sistemas disponíveis atualmente ainda não demonstram todas essas capacidades cognitivas esperadas.

Hassabis usa um critério mais exigente, que chama de 'teste de Einstein'. A ideia seria treinar um sistema apenas com o conhecimento disponível à humanidade até 1901 e verificar se ele conseguiria chegar sozinho aos avanços apresentados pelo físico Albert Einstein em 1905, incluindo a teoria da relatividade especial.

Como a AGI poderia acelerar descobertas científicas?

Para Hassabis, uma das principais aplicações de sistemas mais avançados será acelerar descobertas científicas. O Google DeepMind já demonstrou essa estratégia com o AlphaFold, sistema de previsão de estruturas de proteínas que rendeu ao pesquisador parte do Nobel de Química de 2024.

O executivo também lidera a Isomorphic Labs, empresa da Alphabet que aplica IA ao desenvolvimento de medicamentos. Segundo o Wall Street Journal, Hassabis acredita que sistemas futuros poderão ajudar a formular novas teorias da física e contribuir para encontrar tratamentos para doenças atualmente sem cura.

Sistema pediria ainda mais segurança

Apesar do otimismo, Hassabis afirma que vencer a corrida pela AGI não significa apenas ser a primeira empresa a desenvolver a tecnologia. Para o pesquisador, o objetivo deve ser introduzir sistemas desse nível de maneira segura e fazer com que seus benefícios sejam amplamente distribuídos.

A preocupação com os riscos acompanha as previsões otimistas. Como mostramos anteriormente aqui no Tecnoblog, o próprio executivo defende uma entidade internacional liderada pelos Estados Unidos para fiscalizar modelos avançados antes de seu lançamento.

Conclusão

Hassabis vê a AGI como uma entidade capaz de realizar descobertas científicas e acelerar o desenvolvimento de medicamentos, mas também defende a necessidade de uma fiscalização internacional para garantir a segurança desses sistemas. A aposta é que uma AGI funcione como uma espécie de parceira dos pesquisadores, capaz de formular hipóteses e encontrar soluções ainda desconhecidas.

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