O Supremo Tribunal Federal (STF) está analisando uma ação que solicita a internet livre para todos os brasileiros nas 72 horas que antecedem as próximas eleições, marcadas para 4 de outubro. A ação foi movida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e o Partido Verde (PV), ambos membros da Democracia Sem Franquia, uma iniciativa que defende o acesso livre à internet via redes móveis durante períodos eleitorais.

Ação em Pauta
O objetivo da ação é garantir que todos os cidadãos tenham acesso a sites e serviços online que possam mantê-los informados, sem limitações de franquia ou de créditos em suas linhas móveis. Isso é especialmente importante para cidadãos de baixa renda, que podem ser mais vulneráveis a restrições de comunicação.
Manifestação da Anatel
O ministro Cristiano Zanin, relator da ação, pediu que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) se manifestasse em até 48 horas sobre o assunto antes que o STF analise a questão. A Anatel não havia se manifestado até o momento da publicação desta notícia.
Envolvimento de Autoridades
A Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) também foram convocadas para opinar a respeito. A relevância da matéria, a proximidade do primeiro turno das eleições e o fato de as providências postuladas alcançarem prestadoras que não integram a relação processual recomendam a prévia oitiva das autoridades envolvidas.
Consequências da Ação
Se a ação for julgada procedente, todas as operadoras móveis atuantes no Brasil terão que adequar seus serviços à determinação. Isso incluiria garantir acesso a sites de notícias e outros canais informativos durante as 72 horas que antecedem as eleições.
Conclusão
A ação do STF busca garantir que todos os brasileiros tenham acesso livre à internet nas eleições, especialmente para cidadãos de baixa renda que podem ser mais vulneráveis a restrições de comunicação. A Anatel é solicitada a manifestar-se sobre o assunto antes que o STF tome uma decisão definitiva.