Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Jilin e da Universidade Médica da China identificou uma associação entre níveis elevados de glicose no sangue e um envelhecimento cerebral mais acelerado. A pesquisa, publicada no periódico Molecular Psychiatry, foi realizada com base em dados do UK Biobank.
Metodologia
Para compreender quais fatores biológicos influenciam o envelhecimento do cérebro, os pesquisadores recorreram ao banco de dados do UK Biobank, que reúne informações de saúde, genética e exames de imagem de milhares de pessoas. A partir desses registros, foram extraídas características estruturais do cérebro, como volumes de regiões específicas e alterações detectadas por ressonância magnética.
Identificação de Marcadores
Esses dados serviram para treinar modelos de aprendizado de máquina capazes de estimar a idade do cérebro de cada participante. Entre as abordagens testadas, um modelo estatístico do tipo LASSO apresentou o melhor desempenho, alcançando erro médio de 3,26 anos nas previsões.
Resultados
Os resultados apontam que concentrações mais altas de glicose podem representar um fator modificável relacionado ao envelhecimento cerebral e a um maior risco de doenças que afetam a função do cérebro, além de reforçar a importância de estratégias voltadas à preservação da saúde cerebral ao longo da vida.
Relação com Doenças
A pesquisa encontrou relação entre níveis mais altos de glicose e maior probabilidade de ocorrência de sete doenças que comprometem o funcionamento cerebral, incluindo demência, doença de Alzheimer, demência vascular, doença de Parkinson, acidente vascular cerebral, depressão e ansiedade.
Conclusão
Os autores dos estudos sugerem que o metabolismo da glicose pode representar um alvo importante para futuras estratégias de prevenção. Os resultados indicam que o metabolismo da glicose pode ser uma via modificável no envelhecimento cerebral, com implicações para estratégias de intervenção precoce destinadas à preservação da saúde cerebral ao longo da vida.