A Vivo Anti-spam, desenvolvida para impedir ligações indesejadas e fraudulentas, tem se tornado um ponto de discussão entre a operadora e outras empresas de telefonia. A principal reclamação é que o sistema está bloqueando chamadas consideradas legítimas por empresas e órgãos públicos.
Desenvolvimento e Funcionamento
O anti-spam da Vivo funciona de maneira semelhante ao anti-spam do e-mail, identificando ligações em massa e fraudulentas, além de combater o spoofing. O sistema é ativado automaticamente em novas linhas da Vivo e analisa chamadas antes que elas cheguem aos clientes. A tecnologia é usada para ajudar a combater golpes e ligações automáticas.
Problemas Identificados
A principal reclamação é que o filtro teria interrompido ligações importantes, mesmo quando não estavam relacionadas a práticas abusivas. Entre os principais pontos levantados pelas empresas estão:
- Bloqueio de ligações consideradas legítimas por companhias e órgãos públicos.
- Falta de clareza sobre os critérios usados pelo sistema.
- Impacto em atendimentos de saúde, segurança e educação.
- Bloqueios envolvendo números autenticados pelo sistema.
Manifestações das Empresas
A Adyl Telecom informou à Anatel que mais de 16 mil chamadas foram interrompidas desde o início de junho. Segundo a empresa, hospitais e órgãos públicos foram afetados pelos bloqueios. Outro caso envolve a prefeitura de Araçatuba, que relatou que mais de 800 números utilizados pela administração pública foram bloqueados, sendo usados em serviços relacionados a saúde, segurança e educação. Após negociações com a Vivo, os números foram liberados.
Manifestações da Vivo
A Vivo afirma que oferece o recurso desde novembro de 2024 e realizou testes com cerca de 700 mil usuários antes de ampliar a ferramenta para sua base ativa. O sistema funciona em duas etapas: primeiro verifica se a chamada é autenticada e, depois, avalia o perfil do número que está fazendo o contato. A companhia afirma que não bloqueia chamadas que seguem as regras do serviço e do sistema STIR/SHAKEN, usado pelo Origem Verificada. A operadora também informa que números afetados podem passar por análise pelo site da empresa. Clientes que não quiserem utilizar o recurso podem desativá-lo pelo aplicativo da Vivo.
Conclusão
A disputa agora envolve encontrar um critério que mantenha o bloqueio contra chamadas abusivas, mas sem interromper contatos legítimos feitos por empresas e serviços públicos. O desafio é encontrar um equilíbrio entre segurança e privacidade, garantindo que o anti-spam continue sendo eficaz contra práticas abusivas, mas sem prejudicar chamadas legítimas.