A Ford Motor entrou na concorrência para desenvolver o próximo caminhão tático do Exército dos Estados Unidos, em um projeto que pode representar o maior contrato militar da montadora desde o período da Guerra Fria. A empresa disputará espaço com a General Motors e a fabricante de veículos off-road BC Customs, segundo informações exclusivas publicadas nesta segunda-feira (27) pelo The Washington Post.

Ford disputa contrato para criar novo caminhão tático do Exército dos EUA

Anúncio oficial

O anúncio oficial ocorreu após o Exército americano solicitar apoio das grandes montadoras para ampliar a capacidade de produção de equipamentos militares. A iniciativa faz parte de uma estratégia para modernizar veículos e reforçar estoques de defesa.

Novo veículo

O programa prevê a criação de aproximadamente 600 unidades do novo veículo, projetado para transportar tropas em terrenos difíceis e funcionar como uma fonte móvel de energia para equipamentos como drones e sistemas de comando.

Proposta da Ford

A proposta da Ford prevê três protótipos derivados da família F-Series Super Duty, linha de picapes pesadas da fabricante. A montadora afirmou que seus veículos comerciais disponíveis no mercado podem atender às exigências das forças militares americanas.

Capacidade industrial

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos concedeu contratos para que Ford, General Motors e BC Customs desenvolvam protótipos do futuro caminhão tático, que deverão ser entregues no próximo ano para avaliação militar. A General Motors também participa da disputa com uma alternativa baseada em sua picape pesada Silverado.

Funções do novo caminhão

O novo caminhão deverá cumprir funções além do transporte convencional. O Exército procura uma plataforma capaz de atuar como unidade móvel de carregamento para equipamentos eletrônicos utilizados em missões, incluindo drones e sistemas de controle e comunicação.

Valor do contrato

O valor total do contrato ainda não foi divulgado pelas autoridades americanas. Como referência, veículos táticos menores produzidos pela GM chegaram a ter custo informado de US$ 330 mil por unidade.

Relação da Ford com as forças armadas

A relação da Ford com as forças armadas americanas remonta aos conflitos da Coreia e do Vietnã, quando a empresa forneceu veículos táticos semelhantes a jipes militares. A montadora deixou praticamente o segmento de defesa após vender sua divisão Ford Aerospace em 1990, unidade responsável por produtos como mísseis, drones e equipamentos aeroespaciais.

Redes de fornecimento

O presidente-executivo da Ford, Jim Farley, já havia indicado que a companhia mantinha conversas com o Pentágono sobre diferentes projetos ligados à defesa. Entre as áreas mencionadas estavam transporte terrestre, produção nacional de componentes estratégicos e fortalecimento da cadeia de fornecimento.

Outras empresas envolvidas

A General Motors também participa da disputa com uma alternativa baseada em sua picape pesada Silverado. A fabricante já desenvolve uma versão própria do veículo, chamado ISV-Heavy, que passou a ser avaliado por militares após a aquisição de unidades para testes em campo.

Conclusão

A entrada da Ford ocorre em um momento no qual líderes militares dos Estados Unidos pressionam fabricantes automotivos e fornecedores a ampliarem sua participação na cadeia de defesa. O objetivo é aproveitar a capacidade industrial dessas empresas para reduzir limitações de produção relacionadas às necessidades militares atuais.

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