O governo brasileiro está em busca de desenvolver uma nuvem nacional, buscando maior controle sobre o código, operação e jurisdição da infraestrutura usada para dados estratégicos. O modelo ainda está em definição e poderá reunir mais de uma companhia.

Governo brasileiro quer nuvem própria com controle sobre código e dados

Modelo de Parceria Público-Privada

A prioridade é garantir ao Brasil maior controle sobre o código, a operação e a jurisdição da infraestrutura usada para dados estratégicos. Empresas estrangeiras ainda não foram excluídas do processo, mas sua participação ainda não está definida.

Parceria Público-Privada

A formação de uma parceria público-privada é, neste momento, o caminho mais provável, segundo a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. O Serpro será inicialmente a única empresa pública envolvida. A Dataprev, por sua vez, informou que não poderá participar do desenvolvimento.

Controle sobre o Código

A tecnologia utilizada não precisa necessariamente ter sido criada no Brasil. Uma empresa nacional poderá utilizar tecnologia originalmente desenvolvida no exterior, desde que mantenha controle sobre o código e consiga operar a plataforma sem ficar subordinada ao fornecedor estrangeiro.

Jurisdição

A maior preocupação do governo é a jurisdição ser brasileira. O Cloud Act, dos Estados Unidos, permite exigir que empresas americanas de nuvem entreguem dados de usuários quando requisitadas, mesmo se essas informações estiverem armazenadas em servidores no Brasil.

Custos e Solução

O custo de criar uma plataforma de nuvem é um dos obstáculos para empresas brasileiras. Sem uma demanda previamente estabelecida, os investimentos se tornam mais difíceis. A ideia é que o governo compre a tecnologia depois de pronta, criando uma demanda inicial.

Consulta ao Mercado

A consulta ao mercado reuniu 270 participantes de 70 instituições, incluindo 59 empresas privadas. Depois da etapa coletiva, o governo iniciou reuniões individuais com companhias interessadas. O encerramento da consulta está previsto para 25 de setembro, a definição da modelagem para outubro e a publicação do edital para o início de novembro.

Conclusão

A divisão entre os mercados público e privado ainda será definida. O ponto central já estabelecido é ampliar o domínio brasileiro sobre o código, a operação e a jurisdição da infraestrutura destinada a dados estratégicos.

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