A principal medida da política é obrigar as operadoras de telefonia a compartilhar suas redes. Na prática, isso permitirá que um cliente se conecte à infraestrutura de outra empresa quando sua própria operadora não tiver cobertura naquele trecho.

Governo quer levar internet a 72 mil km de rodovias até 2030; veja como vai funcionar

O que é compartilhar redes

O compartilhamento de redes permite que um cliente se conecte à infraestrutura de outra empresa quando sua própria operadora não tiver cobertura naquele trecho. Isso é possível através de um sistema de roaming, onde a operadora de destino (que não tem cobertura no local) usa a rede da operadora de origem (que tem cobertura no local).

Benefícios do compartilhamento de redes

O compartilhamento de redes não só reduz o custo para as operadoras, mas também permite expandir a cobertura sem a necessidade de instalar novas estruturas em todos os trechos. Isso é especialmente útil em áreas remotas ou em rodovias que não têm acesso a redes de operadoras.

Como será implementado

A política prevê que 13 mil quilômetros de rodovias federais e 42,4 mil quilômetros de estradas estaduais recebam sinal. Isso corresponde a aproximadamente 77% de toda a malha rodoviária federal do país.

Outras medidas

A política reúne obrigações já estabelecidas em leilões, contratos e concessões de infraestrutura. Entre elas está o leilão da faixa de 700 MHz, realizado no primeiro semestre de 2026. Como contrapartida, as operadoras assumiram o compromisso de levar sinal a 6,4 mil quilômetros de rodovias e áreas rurais.

Benefícios para os usuários

A ampliação do sinal deve beneficiar motoristas, passageiros e comunidades localizadas nas proximidades das rodovias. Entre os usos previstos estão chamadas de emergência, acesso a aplicativos e serviços que dependem de conexão móvel, e sistemas de cobrança automática de pedágios.

Conclusão

A política visa ampliar a cobertura de internet nas rodovias brasileiras até 2030, com foco em compartilhar redes de operadoras. Isso não só reduzirá os trechos sem cobertura, mas também melhorará as condições para chamadas de emergência e ampliará o uso de serviços digitais nas estradas.

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