Danos Indiretos aos Incêndios
Os incêndios na Amazônia não apenas liberam dióxido de carbono (CO₂), mas também contribuem para a formação do ozônio, que danifica as folhas das árvores sobreviventes e reduz sua capacidade de absorver CO₂.
Danos ao Ozone
O ozônio formado pelos incêndios prejudica as folhas das árvores sobreviventes, comprometendo a fotossíntese e reduzindo a capacidade dessas árvores de absorver CO₂ mesmo em áreas que não foram atingidas diretamente pelas chamas.
Efeitos Climáticos e Secas
O impacto do ozônio também depende das condições climáticas, especialmente das secas intensas. Três grandes secas na Amazônia em 1997, 1998, 2015, 2016 e 2023, 2024 coincidiram com episódios de El Niño, fenômeno natural que altera os padrões climáticos.
Impacto na Absorção de Carbono
O estudo identificou que a perda adicional de absorção de CO₂ equivale a cerca de 24% do carbono liberado diretamente pelos incêndios, com os danos se agravando durante as secas intensas.
Redução do Desmatamento
Stephen Sitch, da Universidade de Exeter, enfatiza que reduzir o desmatamento e a degradação florestal ajuda tanto a diminuir as emissões diretas dos incêndios quanto a evitar essa perda adicional de carbono.
Conclusão
A descoberta amplia a dimensão do problema: preservar a Amazônia não depende apenas de impedir que a floresta queime, mas também de manter as árvores sobreviventes capazes de continuar absorvendo CO₂ da atmosfera.