O mercado global de smartphones enfrentou um dos piores desempenhos recentes, com a escassez de chips de memória reduzindo as remessas de aparelhos no segundo trimestre. A Counterpoint Research divulgou que as fabricantes enviaram 11% menos aparelhos no período analisado, com a principal causa sendo a disputa por componentes com o avanço da inteligência artificial.

Mercado de smartphones sofre maior queda em 13 anos

A Escassez de Chips de Memória

Os fornecedores de memória prioritizaram clientes ligados a data centers de inteligência artificial, reduzindo a disponibilidade de chips para empresas de eletrônicos de consumo. Com menos componentes disponíveis e preços mais altos, fabricantes repassaram parte dos custos aos consumidores, principalmente nos modelos básicos e intermediários.

Impacto nas Vendas

A queda nas vendas de modelos de entrada e maior dificuldade para fabricantes que dependem de celulares mais baratos foram os principais reflexos da escassez de chips. A consultoria manteve a previsão de queda de cerca de 14% nas remessas globais de smartphones neste ano.

A Apple e a Samsung

A Apple conseguiu avançar, com as remessas da companhia crescendo 3% no segundo trimestre. A Samsung recuperou a liderança, beneficiada pelas vendas da linha Galaxy S26, pela disponibilidade de produtos e por aumentos menores em mercados como Índia e Oriente Médio.

Marcas Populares

Marcas populares como Xiaomi, Oppo e Vivo registraram as maiores quedas entre as cinco principais fabricantes. A maior exposição aos segmentos de entrada e intermediário deixou essas empresas mais vulneráveis ao aumento dos custos.

Inteligência Artificial

A indústria de celulares agora disputa espaço com uma nova demanda: a inteligência artificial. Enquanto data centers precisam de cada vez mais memória, fabricantes de smartphones tentam equilibrar preços e disponibilidade de componentes.

Conclusão

A escassez de chips de memória tem impactado negativamente o mercado de smartphones, com preços mais altos e pressão para repassar custos aos consumidores. A Apple e a Samsung conseguiram manter sua posição, enquanto marcas populares enfrentam maiores desafios.

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