O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, lançado pela NASA, é um observatório de nova geração com uma visão muito mais ampla do que o Hubble. Durante sua missão primária, prevista para durar cinco anos, o equipamento será capaz de observar mais de um bilhão de galáxias e ajudar cientistas a investigar diversos fenômenos do Universo.
A Importância do Telescópio Espacial Nancy Grace Roman
O Roman terá um espelho principal de 2,4 metros de diâmetro, o mesmo tamanho do espelho do Hubble. Com isso, suas imagens terão sensibilidade e resolução comparáveis às do telescópio espacial lançado em 1990. A principal diferença estará na área do céu observada de uma só vez. O campo de visão do Roman será pelo menos 100 vezes maior que o do Hubble, permitindo que o novo observatório registre regiões extensas do céu com elevado nível de detalhe.
A Participação Brasileira no Telescópio Espacial Nancy Grace Roman
Durante a missão primária do Roman, o Brasil desempenhará um papel crucial no processamento de dados. O Laboratório de Computação e Inteligência Artificial (LAB-IA), do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), desenvolveu o Arandu, um broker de alertas astronômicos preparado para processar, filtrar e classificar os eventos identificados pelo Roman. O nome Arandu significa “sabedoria” em tupi-guarani.
O Arandu foi desenvolvido com a participação do LAB-IA no Brasil e será especializado na análise de fenômenos que mudam com o tempo, conhecidos como eventos transitórios ou variáveis. Entre eles estão explosões estelares, mudanças no brilho de estrelas e outros acontecimentos que exigem identificação rápida para que possam ser acompanhados por pesquisadores e por outros observatórios.
Como o Arandu Vai Ajudar os Pesquisadores
Os brokers de alertas astronômicos são sistemas computacionais que recebem notificações geradas a partir das observações dos telescópios, cruzam essas informações com catálogos e registros anteriores, classificam os eventos e entregam aos astrônomos dados relacionados aos objetos que eles desejam estudar. Esse processo será fundamental para transformar a enorme quantidade de informações produzida pelo Roman em descobertas científicas.
O Arandu, desenvolvido com participação do LAB-IA no Brasil, será especializado na análise de fenômenos que mudam com o tempo, conhecidos como eventos transitórios ou variáveis. Entre eles estão explosões estelares, mudanças no brilho de estrelas e outros acontecimentos que exigem identificação rápida para que possam ser acompanhados por pesquisadores e por outros observatórios.
Conclusão
A participação brasileira no Telescópio Espacial Nancy Grace Roman coloca o país em etapa importante da astronomia contemporânea. A tecnologia desenvolvida e operada localmente insere a ciência brasileira em etapa decisiva da astronomia contemporânea: a transformação de grandes volumes de dados em conhecimento científico. A NASA espera que a missão do Roman revele mais de 100 mil mundos, incluindo exoplanetas e corpos que vagam pelo espaço sem orbitar uma estrela.