A inteligência artificial (IA) está se tornando uma parte integral de diversos setores, desde a escrita até a tomada de decisões executivas. A OpenAI, por exemplo, lançou o ChatGPT, um sistema conversacional que já está sendo amplamente utilizado por organizações. Ethan Mollick, um professor da Universidade da Pensilvânia, define essa interação como cointeligência, onde a IA pode atuar como colega, professora e mentora, mas a liderança humana é necessária para garantir que ela esteja no lugar certo.
A Cointeligência
A cointeligência é um conceito que rejeita tanto a fantasia do oráculo quanto o rebaixamento da IA a uma calculadora elegante. Ethan Mollick argumenta que a IA pode ser uma poderosa aliada, desde que seja conduzida com sabedoria. A cointeligência permite que a IA atue de forma eficiente e produtiva, mas a liderança humana é necessária para garantir que ela esteja atuando de forma adequada e ética.
A Economia da IA
A economia da IA ajuda a separar o fascínio da verdade. Ajay Agrawal, Joshua Gans e Avi Goldfarb, economistas e professores da Universidade de Toronto, defendem que a IA reduz o custo da previsão enquanto o julgamento humano continua sendo essencial para a tomada de decisão. A IA pode ser usada para classificar chamadas, propor correções, escrever rotinas de automação e apoiar análises de incidentes, mas alguém precisa definir o risco aceitável, a prioridade operacional, o impacto no cliente e a exposição regulatória. A liderança é quem escolhe o destino.
A Infraestrutura da IA
A infraestrutura da IA também exige maturidade. Se a IA não tiver dados confiáveis, segurança, observabilidade, rede, armazenamento e servidores preparados, a operação pode falhar. O modelo pode parecer avançado, mas a operação falha no primeiro pico de uso, vazamento de informações ou resposta sem rastreabilidade. Centros de dados, aceleradores, políticas de acesso, bases curadas e avaliação contínua formam a parte menos vistosa da cointeligência. Eles separam a demonstração de resultado da realidade.
A Mudança no Trabalho
O trabalho já sente essa pressão. As funções mais expostas à IA, como redação e análise de dados, exigem liderança e pensamento estratégico. Empresas e escolas terão de ensinar pessoas a decidir antes, revisar melhor e contestar sistemas com fundamento. A carreira de entrada perde parte do treino repetitivo que formava julgamento. A IA acelera a rota, mas a liderança escolhe o destino.
O Problema da Confiança
A confiança na IA é um desafio crescente. Pesquisas mostram que 49% dos adultos dos Estados Unidos usam chatbots de IA, enquanto 63% dizem que a IA avança rápido demais. O cientista da computação Stuart Russell, professor da Universidade da Califórnia em Berkeley, trata esse impasse como problema de controle. O co-fundador da DeepMind, Mustafa Suleyman, sustenta que o avanço da IA depende da mesma velocidade de evolução das estruturas de governança responsáveis por supervisioná-la. Kate Crawford, pesquisadora e autora que se tornou referência mundial ao examinar os impactos sociais, políticos e econômicos da IA, lembra que a IA carrega custos materiais, trabalhistas e políticos.
Conclusão
A IA não é apenas um atalho de produtividade, mas um parceiro que exige supervisão e responsabilidade. A liderança inteligente deve conduzir a IA com sabedoria. A cointeligência permite que a IA atue de forma eficiente e produtiva, mas a liderança humana é necessária para garantir que ela esteja atuando de forma adequada e ética.