Quando se mistura jogos com outras mídias, como HQs, séries, filmes, livros ou qualquer outra, a expectativa é de trazer o que há de melhor dos dois formatos para os jogadores. Contudo, suas peculiaridades trazem um debate muito intenso entre os fãs.

Por que jogos licenciados têm mais chances de fracassar?

Esses títulos herdam apenas uma parte de seu universo de origem e esbarram em vários desafios sobre os muros que os envolvem. Afinal de contas, o licenciamento de determinadas franquias sempre chega com um “porém”.

Licenciamento de Franquias

A grande polêmica da vez é Marvel Tokon: Fighting Souls, que usa os nomes dos super-heróis em inglês (em vez da versão brasileira). A decisão afastou uma parte da comunidade, que se incomodou em ver uma obra dublada que teve sua experiência limitada.

No entanto, não é de hoje que jogos licenciados passam por grandes impactos. Quanto mais crossovers multimídias aparecem, se torna maior a chance de falhar ou desapontar o seu principal público. Descubra as razões abaixo:

Licenciamento de Franquias e Nomes de Personagens

O que é visto no atual jogo de luta da Arc System Works é uma “novela antiga” da Marvel no Brasil. Na verdade, este debate existe há quase uma década e começou em Marvel’s Spider-Man (2018).

A aventura do Amigão da Vizinhança causou um grande alvoroço por evitar nomeá-lo como Homem-Aranha, assim como o nome de seus principais vilões foi mantido como a versão norte-americana. Suas sequências mantiveram a decisão.

Porém, o grande vilão pode não ser apenas a editora que consagrou os Vingadores e diversos super-heróis ao longo de décadas. Neste caso, uma parte do desafio está nas mãos da Sony Interactive Entertainment (SIE) e da PlayStation.

Marvel’s Guardians of the Galaxy (2021), da Square Enix, é um exemplo vivo disso. Na obra, Peter Quill é chamado de Senhor das Estrelas (e não Star Lord), do mesmo modo como nomeiam o grupo como Guardiões da Galáxia: igualmente ao visto nos filmes exibidos desde o ano de 2014.

O que aconteceu? O time de marketing da SIE tomou a mesma decisão que a Disney: manter os nomes como “únicos”, sem qualquer tradução. Logo, quando você buscar informações, publicar hashtags e mais, encontrará facilmente sob o seu nome original.

Dessa forma, conseguem medir facilmente a popularidade e checar seus parâmetros sem ter de conhecer e procurar por mais de 50 localizações diferentes. O grande problema é que isso impacta diretamente em uma cultura que existe desde os anos 1940 no Brasil.

A decisão deles é compreensível, porém o choque com o público torna a experiência menos “apetitosa”. Foi exatamente neste aspecto que Marvel Tokon: Fighting Souls esbarrou no nosso mercado e não cativou.

As aventuras do Homem-Aranha nos consoles PlayStation passaram pelo mesmo problema, bem como Marvel’s Wolverine passará. Guardians of the Galaxy e Avengers (2020), por mais que tenham seu título em inglês, conseguiram vencer essa barreira dentro da própria narrativa e evitaram cair nesse erro.

Desafios do Mercado de Jogos

Há muitas questões que envolvem o mercado dos games no geral, o que testa a paciência dos fãs por várias razões. Mexer com as marcas não é algo simples. A Activision, por exemplo, teve um contrato com a Marvel por muitos anos e lançou dezenas de games que estampavam seus heróis. Quando isso foi encerrado, a produtora teve de removê-los de todas as lojas digitais imediatamente.

Na prática, é a principal razão pela qual games emblemáticos como Marvel Ultimate Alliance (2016), Deadpool (2015) e muitos outros seguem indisponíveis nos dias atuais. Eles não foram fracassos comerciais, mas falharam em se manter na indústria gaming, são obras inacessíveis hoje em dia.

O mesmo ocorre com vários estúdios e franquias. Transformers: Devastation (2015) segue o mesmo padrão, assim como Godzilla (2015), Teenage Mutant Ninja Turtles: Mutants in Manhattan (2016) e dezenas de outros. Ou seja, são obras que brilham, mas que têm um prazo de validade.

Os jogos licenciados não passam por problemas apenas com o mundo geek, mas também em algumas de suas frentes. Sabe qual o maior problema de Rock Band, Guitar Hero, Just Dance e outros clássicos que estão entre os queridinhos dos fãs? É exatamente o que os tornaram um sucesso: as músicas.

Lidar com artistas, bandas, gravadoras e afins também é um atestado de que a produção não permanecerá entre os fãs por muito tempo. Just Dance foi o único que sobrou, mas por entender como fazer a estratégia dar certo: lançamentos a

Conclusão

jogos licenciados enfrentam desafios significativos, especialmente quando se misturam com outras mídias. A principal razão para isso é a necessidade de manter a identidade e o nome dos personagens originais, o que pode causar descontentamento entre os fãs. Além disso, o mercado de jogos também exige que essas produções permaneçam relevantes e acessíveis, o que pode ser um desafio para as franquias que já foram lançadas há algum tempo. Portanto, é crucial que as empresas envolvidas entendam esses desafios para evitar que seus jogos fracassem.

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