Introdução ao Estudo sobre Tirar Prints e Memória
Um estudo conduzido pela Binghamton University revelou que tirar prints de informações pode ter um impacto negativo na memória. Pesquisadores observaram que quem apenas observou as imagens teve melhor desempenho de memória, enquanto quem tirou prints teve a menor taxa de acertos. O estudo concluiu que a transferência de responsabilidade para dispositivos pode fazer com que as pessoas esqueçam mais facilmente.
Experimentos de Tirar Prints e Memória
Os pesquisadores realizaram quatro experimentos para avaliar o impacto de tirar prints. Em um dos experimentos, os participantes observaram imagens de obras de arte e, dependendo do grupo, apenas observaram, tiraram prints ou tiraram fotos. O grupo que tirou prints teve o pior desempenho, com a taxa de acerto sendo de 54%, enquanto o grupo que apenas observou teve uma taxa de acerto de 76%.
Intenção de Armazenar Informações
Em um quarto experimento, os pesquisadores analisaram os prints e fotografias mais recentes armazenados nos celulares dos participantes e perguntaram qual era a finalidade de cada arquivo. A intenção de guardar a informação para não precisar lembrá-la apareceu em 30,6% dos prints e em 19,2% das fotografias, reforçando a hipótese de que as pessoas podem transferir parte da responsabilidade pela memória para o dispositivo.
Hipótese de Cognitive Offloading
O estudo levantou a hipótese de que o problema não ocorre porque tirar uma foto ou fazer um print divide a atenção, mas sim porque a pessoa transfere parte da responsabilidade de guardar a informação para o dispositivo. O quarto experimento reforçou essa hipótese, mostrando que a intenção de “descarregar” a informação foi mais comum nos prints do que nas fotografias, já que nas fotos geralmente se tem mais contato com o objeto de observação.
Conclusão
O estudo concluiu que tirar prints de informações pode prejudicar a memória, sugerindo que a transferência de responsabilidade para dispositivos pode fazer com que as pessoas esqueçam mais facilmente. O estudo reforça a importância de manter a atenção e a responsabilidade de guardar informações para o cérebro humano, evitando a transferência para dispositivos.