Proibição de Menores de 16 Anos nas Redes Sociais na Austrália

Três meses após a proibição de menores de 16 anos nas redes sociais na Austrália, um relatório da eSafety concluiu que pouca coisa mudou. Mais de oito em cada dez adolescentes ainda acessavam pelo menos uma rede social, mesmo após a proibição entrar em vigor em 10 de dezembro do ano passado.

Proibição não afastou jovens das redes sociais na Austrália

Falta de Sistemas de Verificação de Idade

O principal motivo para a falta de mudança foi a dificuldade das plataformas em confirmar corretamente a idade dos usuários. A eSafety informou que cerca de metade dos adolescentes que manteve suas contas disse que a plataforma nunca verificou sua idade, enquanto outros relataram que o perfil já indicava 16 anos ou mais ou que os sistemas concluíram, por engano, que eles eram mais velhos.

Mudanças na Rotina

Embora a proibição tenha impactado as redes sociais, a pesquisa também encontrou poucas mudanças em atividades como esportes, exercícios físicos, artes, música, convivência com amigos e familiares e participação em eventos comunitários.

Impacto na Família

O estudo ainda apontou que os pais passaram a acompanhar menos o uso das redes sociais pelos filhos, o que pode dificultar a identificação de riscos e atrasar intervenções quando surgirem problemas no ambiente digital.

Conclusão

O relatório da eSafety reforça avaliações anteriores e motivou a investigação sobre um possível descumprimento da legislação por Facebook, Instagram, Snapchat, TikTok e YouTube. A pesquisa reuniu informações de mais de 4 mil crianças e famílias antes da entrada em vigor da lei e três meses depois, e é o primeiro relatório de um acompanhamento previsto para durar dois anos e avaliar, ao longo desse período, os efeitos da política australiana, pioneira no mundo.

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