O Sol completou seu primeiro dia sem nenhuma mancha visível na sexta-feira (18), o que não acontecia desde fevereiro. Neste sábado (19), a estrela manteve a face limpa pelo segundo dia seguido, marcando uma pausa em sua rotina agitada.
Como o Magnetismo e a Temperatura Geram as Manchas Solares
Essas marcas no Sol parecem pontos escuros porque são áreas significativamente menos quentes que o restante do disco. Enquanto a superfície geral atinge cerca de 5.500°C, as manchas variam entre 3.500°C e 4.500°C. Essa variação de temperatura cria o forte contraste visual que é observado da Terra por meio de telescópios específicos.
A Origem do Fenômeno
A origem do fenômeno está no poderoso campo magnético gerado pelo plasma, um gás quente de partículas eletricamente carregadas que se move continuamente. Quando essas forças se concentram muito em determinado ponto, elas bloqueiam o fluxo de calor vindo do interior da estrela. Com menos energia alcançando a superfície, aquela área específica esfria e ganha o aspecto escuro.
A Calmaria Sinaliza o Fim do Ciclo Solar Atual
A ausência temporária de manchas reforça a avaliação de que o Ciclo Solar 25 caminha gradualmente para o seu encerramento. Embora a rotação deva trazer novos pontos escuros muito em breve, essa calmaria pontual funciona como um prenúncio do comportamento mais pacífico e estável que o astro tende a apresentar com maior frequência durante os próximos anos.
Impactos da Ausência de Manchas
O Sol mais ativo aumenta risco de tempestades geomagnéticas. Sol e formação de terremotos: estudo aponta possível relação. Impactos da maior tempestade solar de 2025 são revelados pela ESA.
O Ponto de Vista Profundo
O Sol completou dois dias consecutivos sem manchas visíveis, indicando o fim do ciclo solar atual. A calmaria atual sinaliza o fim de uma dinâmica de alta atividade.