A Stoke Space levantou mais US$ 1 bilhão em uma rodada de investimento Série E para acelerar o desenvolvimento de foguetes totalmente reutilizáveis, desafiando a SpaceX no mercado de lançamentos de baixo custo. O dinheiro será usado para ampliar a produção, aumentar a frequência de voos e financiar o desenvolvimento de uma nova geração de foguetes.
Desafios Técnicos
A ambição da Stoke é ainda mais direta: desenvolver um foguete em que tanto o primeiro estágio quanto o segundo, responsável por transportar a carga, possam retornar à Terra e ser reutilizados. Segundo a empresa, esse objetivo ainda não foi alcançado.
Proteção Térmica
O desenvolvimento de foguetes desse tipo exige investimentos elevados. A SpaceX já gastou mais de US$ 10 bilhões no Starship ao longo da última década, mas o veículo ainda não chegou à órbita. Um dos principais desafios é proteger o segundo estágio do foguete durante a reentrada atmosférica, quando a estrutura é submetida a temperaturas extremas. Enquanto a SpaceX enfrenta dificuldades para definir materiais e configurações adequados para essa proteção, a Stoke aposta em solução de resfriamento ativo.
Nova Geração de Foguetes
A empresa pretende fazer circular hidrogênio líquido super-resfriado pelo sistema de proteção térmica do veículo. Segundo Lapsa, a tecnologia já passou por extensos testes em solo e será utilizada no primeiro voo.
Lançamento Previsto
O primeiro foguete da Stoke, chamado Nova Pathfinder, deve fazer seu voo inaugural no início de 2027. A empresa chegou a essa previsão depois de realizar uma série de testes estruturais e operacionais no primeiro estágio em suas instalações em Moses Lake, nos Estados Unidos. A próxima etapa será testar individualmente os motores e os estágios do foguete em solo antes de combiná-los com a plataforma de lançamento.
Nova Geração
A Stoke também revelou um foguete ainda maior, o Nova Block 2, que está em desenvolvimento há alguns anos. O veículo será baseado nas mesmas tecnologias do Pathfinder, incluindo os motores e o sistema de proteção térmica desenvolvido pela empresa. A diferença está na capacidade de transportar até 15 toneladas métricas para a órbita baixa da Terra.
Apesar da previsão, a própria empresa reconhece os riscos envolvidos. Poucos foguetes conseguem cumprir seus primeiros voos exatamente dentro do cronograma e com sucesso total, e simplesmente alcançar a órbita já representaria um marco para a startup.
Conclusão
A Stoke Space está em uma corrida contra o tempo para desenvolver e lançar seus foguetes totalmente reutilizáveis, desafiando a SpaceX no mercado de lançamentos de baixo custo. O sucesso desta rodada de investimento será crucial para a empresa alcançar seus objetivos de mercado.