O próximo grande observatório espacial da NASA, o Telescópio Nancy Grace Roman, já tem data para decolar. Previsto para ser lançado em 30 de agosto, o Roman atuará ao lado do James Webb, complementando suas tarefas.
Últimos Preparativos
O Roman entrou na fase final de preparação. Agora, o equipamento será integrado ao foguete Falcon Heavy, da SpaceX, e protegido pela estrutura usada durante o lançamento, previsto para ocorrer no Centro Espacial Kennedy, na Flórida.
Capacidades do Telescópio Roman
O Roman possui várias capacidades únicas, incluindo:
- Mapear grandes áreas do céu: O telescópio será capaz de registrar uma área do céu maior que o tamanho aparente da Lua cheia.
- Localizar galáxias, supernovas, planetas e outros fenômenos raros: O Roman terá um campo de visão muito mais amplo, permitindo localizar objetos que depois poderão ser estudados com mais profundidade.
- Encontrar alvos promissores para observações detalhadas do James Webb: O telescópio será capaz de encontrar novos alvos para o James Webb, que fará observações detalhadas de pequenas áreas.
- Registrar regiões do espaço até mil vezes mais rápido que o Hubble: O Roman terá uma sensibilidade semelhante ao Hubble, mas será capaz de registrar uma área do céu maior que o tamanho aparente da Lua cheia.
- Estudar a expansão do Universo, a matéria escura e planetas localizados fora do Sistema Solar: O Roman será capaz de estudar a expansão do Universo, a matéria escura e planetas localizados fora do Sistema Solar.
- Monitorar estrelas na região central da Via Láctea: O telescópio será capaz de monitorar estrelas na região central da Via Láctea em busca de exoplanetas.
Comparação com o James Webb
O James Webb continua voltado para observações extremamente detalhadas de pequenas áreas, enquanto o Roman terá um campo de visão muito mais amplo, permitindo localizar objetos que depois poderão ser estudados com mais profundidade.
Conclusão
A missão do Telescópio Nancy Grace Roman é durar cinco anos, mas o equipamento foi projetado para permanecer em operação por até uma década. Durante esse período, o Roman deverá gerar dezenas de petabytes de dados que ficarão disponíveis para pesquisadores de diferentes países, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre a evolução do Universo.