A Justiça Eleitoral planeja utilizar a tecnologia da Starlink para transmitir resultados de áreas remotas nas eleições de 2026. A tecnologia será usada após o encerramento da votação para enviar arquivos de urna ao sistema de totalização do TSE.

Como a Starlink será Usada
A Justiça Eleitoral contratou a Hughes Telecomunicações do Brasil para utilizar terminais conectados à infraestrutura de satélites da Starlink. Os TREs serão responsáveis por definir os locais atendidos de acordo com condições geográficas, operacionais e de telecomunicação.
Distribuição de Terminais
A tecnologia será distribuída por 13 estados, com o Amazonas e o Pará concentrando 350 unidades cada. Mato Grosso aparece em segundo lugar, com 117 unidades, seguido por Acre com 91, Roraima com 60 e Maranhão com outras 60. Equipamentos também estão previstos para Amapá, Mato Grosso do Sul, Goiás, Piauí, Bahia, Paraná e São Paulo, além de duas unidades destinadas ao próprio TSE.
Aplicação em áreas de difícil acesso
O TSE detalhou como a tecnologia será utilizada no Maranhão. 66 locais de votação distribuídos por 22 municípios terão transmissão via satélite. As equipes responsáveis utilizarão antenas Starlink Mini e notebooks. Depois da emissão do boletim de urna, os dados serão enviados ao TSE para entrar no processo de totalização.
Benefícios e Limitações
A tecnologia de satélite não interfere no funcionamento das urnas nem será utilizada para registrar votos. A cada equipamento gera um Boletim de Urna com o resultado da respectiva seção. Os arquivos são assinados digitalmente antes de seguirem para a Justiça Eleitoral. A divulgação dos resultados será feita pelos sistemas oficiais do TSE e pelo app Apuração Dinâmica.
Conclusão
A utilização da tecnologia da Starlink pela Justiça Eleitoral é uma medida importante para garantir a transparência e a precisão dos resultados nas eleições de 2026, especialmente em áreas remotas e de difícil acesso. A tecnologia de satélite permite que os resultados sejam transmitidos de maneira rápida e eficiente, mesmo em locais onde a infraestrutura de comunicação é limitada ou inexistente.