Por Elisa Fontes | 02/10/2026 às 10:00
Com o poder de um único clique, o conteúdo pode viralizar e influenciar milhões. Quando se trata de fake news, as consequências são imediatas. No contexto das eleições, a desinformação se soma a objetivos políticos e ganha um formato preferido: o vídeo curto.
Laboratório de Narrativas
O estudo do NetLab, da UFRJ, mapeou o fluxo de um conteúdo enganoso. As narrativas nascem em grupos menores do Telegram e WhatsApp, onde são testadas. Quando ganham força, passam para plataformas como Instagram, TikTok e Facebook, onde o motor de recomendação algorítmico e redes de influenciadores amplificam o conteúdo.
Amplificação e Manipulação
O vídeo curto se torna o catalisador do alcance da desinformação. Quando chega aos grandes veículos de imprensa ou TV, a narrativa atinge seu ponto máximo de validação e alcance. No entanto, a IA generativa trouxe novos desafios, com deepfakes e shallowfakes sendo amplamente usados em anúncios fraudulentos.
Combate à Desinformação
Para combater a desinformação, é necessário estabelecer regras claras para as Big Techs e exigir transparência. O usuário também deve manter o senso crítico e verificar informações antes de compartilhá-las.
Recursos de Marca d'água
A criação de recursos de marca d'água para identificar conteúdos gerados por IA é importante, mas não o suficiente. É necessário uma regulamentação e transparência mais ampla.
Cuidado com o Viés de Confirmação
Durante o período eleitoral, é comum acreditar em informações que confirmam nossas opiniões políticas. É fundamental manter o senso crítico e duvidar mesmo de conteúdos que concordamos.
Verificação de Fatos
Antes de compartilhar mensagens no WhatsApp, é crucial verificar a veracidade das informações.
Conclusão
Combater a desinformação nas eleições é um desafio complexo, que requer uma abordagem multifacetada, incluindo regras claras para as plataformas, transparência e um senso crítico forte do usuário.
Tags: Desinformação, Eleições, Desfalsagem, Big Techs, IA, Verificação de Fatos