A Inteligência Artificial (IA) passou de ser vista apenas como uma aposta tecnológica para se tornar uma infraestrutura estratégica para a competitividade das empresas brasileiras. Essa é a conclusão de uma pesquisa conduzida pela IDC e comissionada pela Microsoft, que entrevistou 73 líderes executivos de empresas com mais de mil funcionários.

88% de executivos veem IA como principal motor de competitividade até 2030

A Transformação da IA no Mercado Brasileiro

O estudo indica que o mercado brasileiro está em uma nova fase de amadurecimento, onde a experimentação cede espaço para a adoção em escala. Atualmente, 41% das empresas utilizam a IA em casos limitados, enquanto 23% já a escalaram para várias áreas de operação. A expectativa é que, nos próximos 24 meses, esse índice aumente para 51%.

Impactos da IA nas Operações

As empresas relatam ganhos médios de 24,5% associados às iniciativas de IA. Os maiores impactos foram observados em satisfação do cliente (28,2%), eficiência de processos (27,7%), redução de riscos (26,9%) e aceleração de lançamentos no mercado (25,2%). Além disso, 24% dos executivos disseram que a IA vem aumentando a produtividade dos funcionários, e 19,7% apontaram crescimento de receitas impulsionado pela tecnologia.

Investimentos em IA

Hoje, 28% do orçamento das empresas está ligado a iniciativas de IA. A previsão é que essa fatia chegue a 45% até 2028. Para 52% dos entrevistados, companhias que não adotarem IA em larga escala perderão competitividade em seus mercados.

Agentes de IA

56% das organizações já usam agentes de IA em fase de experimentação ou produção, sobretudo em áreas como atendimento ao cliente, marketing e cibersegurança. Até 2028, a adoção deve alcançar 69% das empresas.

Adoção Responsável da Tecnologia

Entre as empresas ouvidas, 96% afirmaram ter ampliado os investimentos em segurança, com foco em automação de segurança, proteção de dados e segurança de nuvem e infraestrutura. Líderes de segurança cibernética estão implementando ferramentas de controle, identidade e observabilidade para garantir a atuação de agentes de IA dentro das normas de segurança internas e em conformidade com a legislação.

Conclusão

O mercado brasileiro já avançou além da fase inicial de adoção de inteligência artificial e entra agora em um novo ciclo, em que o foco das organizações está em escalar iniciativas com impacto concreto no negócio. Nesse contexto, ganha destaque a necessidade de integrar governança, segurança e ética em uma abordagem única.

CompetitividadeExecutivosMotorPrincipalVeem