Um estudo realizado na China avaliou um novo medicamento experimental contra o câncer de pulmão avançado e observou aumento da sobrevivência dos pacientes em comparação a uma imunoterapia já usada. O tratamento com Ivonescimabe, combinado à quimioterapia, ampliou a média de vida dos pacientes e reduziu o risco de morte frente ao medicamento Tevimbra, também associado à quimioterapia.
Ivonescimabe: Novo Compósito de Anticorpos Biespecíficos
O Ivonescimabe age em dois alvos biológicos e reduziu o risco de morte em 34%, mas apresentou maior taxa de efeitos adversos graves. O medicamento pertence a uma classe chamada anticorpos biespecíficos, que atuam em dois alvos: a proteína PD-1, ligada à evasão do sistema imunológico, e a proteína VEGF, associada ao crescimento tumoral.
Comparação com Tevimbra
O Tevimbra, utilizado como comparação, atua apenas sobre a proteína PD-1, mecanismo semelhante ao de terapias já amplamente usadas em oncologia. A diferença entre as abordagens é um dos pontos centrais do interesse científico pelo novo composto.
Efeitos Adversos
A taxa de eventos adversos graves chegou a 69% entre pacientes que receberam o medicamento experimental, contra 59% no grupo controle. A interrupção do tratamento por efeitos colaterais ocorreu em cerca de 5% dos participantes em ambos os grupos.
Fase Global de Estudos
A pesquisa ocorreu exclusivamente na China e foi apresentada durante o encontro da Sociedade Americana de Oncologia Clínica em Chicago. Representantes da área médica destacaram que diferenças genéticas podem interferir na resposta a medicamentos, o que ainda exige confirmação em populações mais diversas.
Conclusão
A empresa Akeso preserva os direitos de desenvolvimento e comercialização do medicamento na China e em parte do mercado internacional não licenciado, enquanto a Summit Therapeutics detém a exclusividade para exploração em mercados estratégicos como Estados Unidos, Europa e Japão, conforme acordo de licenciamento firmado entre as duas companhias.