O estudo liderado por Annalisa Bracco, do CMCC, confirmou que o Grande Cinturão de Sargaço do Atlântico é uma característica permanente do oceano, com previsibilidade de até 6 meses. O cinturão se estende por mais de 8.000 km e possui uma biomassa total de 37 milhões de toneladas em 2025.

Cinturão de sargaço do Atlântico se torna permanente e previsível, confirma estudo

Previsibilidade do Grande Cinturão de Sargaço

O estudo revela que o Grande Cinturão de Sargaço do Atlântico não é mais um fenômeno climático, mas um sistema biológico autossustentável. Essa previsibilidade é crucial para a tomada de decisões e intervenções preventivas.

Ecologia Interna do Grande Cinturão de Sargaço

O Grande Cinturão de Sargaço desenvolveu sua própria ecologia interna, com esteiras flutuantes que reciclam nutrientes dentro das próprias algas. As algas em decomposição liberam esses nutrientes de volta na água circundante, criando um ciclo de nutrientes que se perpetua.

Tecnologias de Mapeamento do Oceano

Para mapear o oceano, o estudo utilizou um modelo construído com dados de satélite e observações oceanográficas. Este modelo foi testado prevendo concentrações de sargaço para 2023 e 2024 com sucesso.

Previsões e Intervenções

Compreender o funcionamento do sistema do Grande Cinturão de Sargaço e sua previsibilidade é crucial para a tomada de decisões. As previsões permitem intervenções preventivas, como a coleta de sargaço em alto mar e sua afundamento no oceano profundo ou processamento em biocombustíveis.

Conclusão

O estudo de Bracco e sua equipe fornece elementos para uma abordagem diferente: explicação clara do funcionamento do sistema, capacidade preditiva demonstrada e estrutura científica para pensar em intervenção ao invés de apenas resistência. A pesquisa foi publicada na revista Nature Communications.

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