Trabalho com TI/infra há um tempo e uma coisa que sempre me incomodou: toda vez que eu ia usar ChatGPT ou Claude pra resolver algo técnico, eu gastava mais tempo explicando o contexto do que resolvendo o problema em si. Um prompt solto tipo "me ajuda com esse erro" quase sempre volta com resposta genérica.
O que resolveu isso pra mim foi tratar o prompt como um artefato de engenharia, não como uma pergunta solta. Na prática, isso significa três coisas:
Definir o Papel Explicitamente
Não é "me ajude com PowerShell", é "você é um engenheiro de automação sênior que trata todo script como se fosse rodar sem supervisão humana".
Embutir a Validação no Prompt
Não é "me ajuda com esse erro", é "você é um analista de suporte de TI sênior, resolva esse chamado de usuário leigo e incompleto".
Pedir o Formato de Saída
Se eu não digo o formato, a IA escolhe por mim, e geralmente escolhe errado pro meu caso.
Exemplo Real
Resuma em 1, 2 frases qual é o problema real relatado.
Liste o que ainda falta saber para diagnosticar.
Aponte as 3 causas mais prováveis, da mais comum para a menos comum.
Sugira o primeiro passo de diagnóstico que EU (técnico) devo executar.
Testei com um chamado real e a triagem saiu pronta em segundos, causas prováveis, pergunta certa pro usuário, próximo passo técnico.
Fui documentando esses padrões e virou uma coisa maior: 60 prompts organizados por categoria (M365, PowerShell, Segurança, Windows, Documentação, Atendimento), cada um já com as boas práticas embutidas. Coloquei no Notion e virou o PromptOps, quem quiser dar uma olhada, tá aqui: https://app.notion.com/p/PromptOps-A-biblioteca-de-prompts-para-profissionais-de-TI-3a50dcbff8ea81958f0ec1d2edc38564
Curioso pra saber se outras pessoas daqui também tratam prompt como "código" que precisa de revisão, ou se é mais informal no dia a dia de vocês.