O uso de IA na saúde depende de informações que costumam estar espalhadas entre hospitais, laboratórios, universidades e sistemas públicos. Em vez de levar esses dados para uma grande base central, a computação federada propõe outro caminho: executar análises e modelos nos ambientes onde as informações já estão armazenadas.

Computação federada propõe nova “rota” para uso de IA na área de saúde

Análise Federada

Na análise federada, uma instituição executa localmente uma consulta ou algoritmo autorizado e retorna resultados permitidos, como indicadores ou estatísticas agregadas. Essa modalidade permite extrair conhecimento coletivo de bases distribuídas.

Aprendizado Federado

No aprendizado federado, o modelo é treinado ou validado com dados mantidos na origem. Essa modalidade permite desenvolver e validar modelos de IA sobre essas bases.

Dados Locais, Conhecimento Compartilhado

Essa arquitetura pode ser útil quando os dados necessários para uma pesquisa ou modelo estão distribuídos entre organizações autônomas e sujeitas a restrições de privacidade, propriedade intelectual, segurança ou regulação. O objetivo não é criar um fluxo indiscriminado de informações, mas definir o que pode circular em cada tarefa.

Execução de Análises e Modelos em Ambientes Distribuídos

A rede pode usar credenciais, chaves criptográficas e registros de auditoria para autenticar participantes e documentar as operações. Cada instituição define quais análises podem ser executadas em seus sistemas e sob quais regras.

Conexão entre Instituições

Para que instituições diferentes obtenham resultados comparáveis, é necessário preparar e padronizar os dados em cada ambiente. Isso inclui alinhar variáveis, terminologias, unidades de medida e critérios de análise, além de lidar com informações incompletas.

Desafios de Conectar o Que Já Existe

Entre os exemplos de aplicação, está a possibilidade de uma rede de evidências sobre a jornada de pacientes com câncer. Nesse desenho ainda em estudo, unidades do SUS poderiam realizar análises e validações conjuntas, mantendo os dados clínicos sob sua própria custódia e compartilhando apenas os resultados necessários.

Conclusão

A computação federada propõe uma nova abordagem para o uso da IA na saúde, permitindo a colaboração entre instituições sem a necessidade de mover dados para uma base central. Isso pode ampliar a diversidade das evidências disponíveis para pesquisa e desenvolvimento de IA, sem inviabilizar o trabalho conjunto entre as instituições.

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