Proteínas S100B e p-tau217
Uma pesquisa recentemente publicada na revista JAMA Neurology revelou que cabecear uma bola de futebol uma vez é suficiente para liberar temporariamente proteínas no sangue associadas a lesões cerebrais. A pesquisa, conduzida por pesquisadores do Centro Médico Universitário de Amsterdã, descobriu que duas proteínas específicas, S100B e p-tau217, aumentaram proporcionalmente à frequência e intensidade das cabeceadas realizadas pelos jogadores.
S100B
A proteína S100B é produzida principalmente por células em formato de estrela chamadas astrócitos e é amplamente utilizada para avaliar lesões cerebrais traumáticas. Os níveis de S100B no sangue dos jogadores aumentaram imediatamente após os jogos, comparado com jogadores que não fizeram cabeceadas. Os níveis retornaram aos níveis originais dentro de 24 a 48 horas após cada partida.
p-tau217
A proteína p-tau217 é um dos principais biomarcadores sanguíneos para a doença de Alzheimer. Os níveis de p-tau217 também aumentaram imediatamente após as cabeceadas e retornaram aos níveis originais dentro de 24 a 48 horas após cada partida.
Conclusão
Embora os níveis de S100B e p-tau217 retornassem aos níveis originais, os autores do estudo afirmam que isso não exclui danos duradouros. A pesquisa sugere que danos cerebrais estão ocorrendo devido às cabeceadas no futebol, tanto a curto quanto a longo prazo. A Associação de Futebol da Inglaterra já reduziu as cargas de prática permitidas para cabeceadas, apesar da falta de evidências definitivas sobre os riscos a longo prazo.
Implicações para o Futuro do Futebol
Os cientistas levantam a hipótese de que os efeitos das cabeceadas se acumulam ao longo do tempo, contribuindo para doenças neurodegenerativas. A Associação de Futebol da Inglaterra está reduzindo as cargas de prática permitidas para cabeceadas, apesar da falta de evidências definitivas sobre os riscos a longo prazo.