O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou a prisão de Jamshid Ghomi, acusado de violar sanções americanas ao fornecer tecnologia de rede, segurança e criptografia de origem norte-americana para clientes iranianos, incluindo órgãos ligados ao setor nuclear e militar do Irã.

EUA prendem CEO acusado de fornecer tecnologia ao Irã

Acusação de Conspiração

Ghomi, de 63 anos, detido na Califórnia, foi acusado de conspiração para violar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). O empresário é fundador, proprietário e CEO da Faraz Pardaz Rayaneh (FPR), uma empresa de redes de computadores sediada em Teerã.

Detalhes da Acusação

De acordo com o documento apresentado pelas autoridades, Ghomi teria utilizado a FPR por mais de dez anos para adquirir equipamentos de tecnologia fabricados nos Estados Unidos e enviá-los ao Irã em desacordo com as restrições impostas pelo governo americano.

Operações de Compra e Envio

Entre 2011 e 2023, Ghomi teria utilizado contas pessoais em plataformas de comércio eletrônico para comprar centenas de equipamentos de rede. Os produtos eram enviados inicialmente para intermediários nos Emirados Árabes Unidos antes de seguirem para o Irã.

Transferências Financeiras e Patrimônio

A investigação sustenta que Ghomi movimentou recursos obtidos com as operações para os Estados Unidos. Mais de US$ 15 milhões foram transferidos entre 2011 e 2024 para contas bancárias americanas e para uma conta de garantia utilizada em investimentos imobiliários. O Departamento de Justiça afirma que parte desses recursos foi usada na construção de uma mansão em Newport Coast, na Califórnia.

Consequências e Punição

O Departamento de Justiça ressalta que a denúncia criminal representa apenas uma alegação formal. Ghomi é presumido inocente até eventual condenação pela Justiça. Caso seja considerado culpado, poderá receber pena máxima de 20 anos de prisão federal.

Conclusão

A prisão de Jamshid Ghomi representa uma denúncia séria contra um executivo acusado de violar sanções americanas ao fornecer tecnologia de alta tecnologia para órgãos iranianos ligados ao setor nuclear e militar. A ação do Departamento de Justiça reforça a importância da aplicação rigorosa de leis de controle de exportações e sanções em relação a países considerados de interesse estratégico para os Estados Unidos.

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