Introdução
A Meta, a gigante da tecnologia, está desmontando sua aquisição da Manus AI, uma startup de inteligência artificial de grande porte. Este processo, que começou em junho de 2025, é uma resposta à ordem de desinvestimento emitida pela China há cerca de dois meses.
Cortes de Acesso e Suspendimento de Dados
A empresa cortou o acesso da Manus a seus sistemas internos e suspendeu o compartilhamento de dados entre as duas companhias. Essa medida é a mais concreta até agora em direção ao cumprimento da ordem de desinvestimento.
Impedimento de Funcionários
Funcionários da Meta estão impedidos de usar ferramentas da Manus em projetos internos. A separação operacional entre as empresas está em curso.
Conversas de Levantamento de Capital
Em paralelo, os cofundadores da Manus estão em conversas preliminares para levantar aproximadamente US$ 1 bilhão de investidores externos. Este movimento pode abrir caminho para uma estrutura de joint venture chinesa e uma listagem na bolsa de Hong Kong.
Origem Chinesa e Impacto Geopolítico
A origem chinesa da Manus gerou questionamentos também nos Estados Unidos. O senador John Cornyn chegou a questionar publicamente se o capital americano deveria fluir para uma empresa com vínculos chineses. Este episódio faz parte de um movimento chinês maior para manter controle sobre tecnologia estratégica.
Restrições de Viagem e Investimentos
As autoridades chinesas ampliaram restrições de viagem para pesquisadores e executivos de empresas privadas, que agora precisam de aprovação governamental antes de viajar ao exterior. Além disso, empresas como Moonshot AI, StepFun e ByteDance precisarão de aval do governo antes de aceitar investimentos americanos, mais uma camada no esforço de Pequim para controlar seu setor de IA.
Desenvolvimento Continuado
Apesar do processo de separação, a startup não parou de desenvolver produtos. Nesta semana, lançou integrações com as plataformas Similarweb e Shopify.
Conclusão
Este desmonte da aquisição da Manus AI pela Meta é um exemplo de como as empresas estão se adaptando às mudanças regulatórias e geopolíticas. A situação continua a ser monitorada de perto para entender os impactos futuros desta decisão.