Cientistas da Universidade de Columbia, liderados pelo geneticista Dieter Egli, anunciaram um avanço significativo na edição de DNA de embriões humanos. A técnica de edição de bases, desenvolvida originalmente por David Liu em 2016, superou os danos estruturais graves ao DNA observados em testes anteriores com a ferramenta CRISPR.

Nova técnica mexe em DNA de embriões sem causar ‘danos catastróficos’

Detalhes da Técnica

A equipe de Egli introduziu editores de base em óvulos fertilizados e embriões de duas células doados. Os alvos foram dois genes: o PCSK9, associado ao risco de níveis elevados de LDL e doenças cardíacas, e o HBG, que direciona a produção de hemoglobina em fetos. Os cientistas conseguiram alterar ambos os genes, inclusive de forma simultânea no mesmo embrião, sem detectar os danos cromossômicos massivos da antiga técnica.

Benefícios e Desafios

O avanço abre caminhos para corrigir mutações causadoras de doenças hereditárias diretamente no embrião. No entanto, o processo ainda gera embriões mosaicos (compostos por células editadas e não editadas), exige mais investigações antes de qualquer aplicação clínica e pode trazer problemas médicos se ele se desenvolvesse até o nascimento.

Dilemas Éticos

A técnica de edição de bases ainda não alcançou a perfeição, pois as moléculas de edição às vezes falhavam em localizar o alvo genético, gerando a chamada mistura genética ou mosaicismo. Isso exige um escrutínio muito maior para garantir a segurança total.

Financiamento Privado e Controvérsias Éticas

O próximo estágio dos experimentos será bancado pela empresa privada Nucleus Genomics, que atua no rastreamento de doenças e faz previsões de risco para diabetes e problemas cardíacos. A empresa gerou forte controvérsia ao espalhar anúncios no metrô de Nova York com o slogan “tenha seu melhor bebê”. E recebeu críticas de geneticistas pela baixa precisão ao prever o QI e acusações de promover uma vertente biotecnológica de eugenia.

Conclusão

A nova técnica de edição de bases oferece esperança para a correção de mutações genéticas, mas também desafia a comunidade científica a encontrar um equilíbrio entre benefícios terapêuticos e dilemas éticos.

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