A exploração ilegal de ouro na Amazônia brasileira continua movimentando bilhões de dólares, segundo investigação da organização ambiental Greenpeace. O levantamento aponta que o esquema se adapta às fiscalizações por meio de mecanismos que mascaram a origem do metal.
O Esquema de Permissões Irregulares
O estudo indica que o esquema envolve o uso de autorizações de lavra emitidas para áreas sem qualquer sinal de extração mineral, criando uma espécie de fachada documental que viabiliza a comercialização do ouro irregular. Parte significativa desse material estaria associada a regiões próximas a territórios indígenas e áreas de proteção ambiental.
Regiões Protegidas e Impactos Ambientais
As conclusões foram obtidas a partir da análise de dezenas de áreas na floresta amazônica e de sobrevoos realizados por equipes de reportagem. Esses levantamentos revelaram a presença de operações ilegais ativas em regiões protegidas, levantando dúvidas sobre a efetividade do controle estatal.
Movimentação Bilionária
O levantamento analisou 187 áreas florestais com autorizações emitidas pela Agência Nacional de Mineração em regiões próximas a territórios indígenas e áreas protegidas. Desse total, 98 não apresentavam sinais de atividade mineradora, apesar da existência formal das licenças. Segundo a pesquisa, cerca de 26,8 toneladas de ouro foram comercializadas com base nessas autorizações, movimentando aproximadamente 3,88 bilhões de dólares entre 2018 e março de 2026.
Impactos Sociais e Ambientais
Durante a apuração, equipes de reportagem da Reuters sobrevoaram duas áreas incluídas no estudo e não encontraram qualquer atividade de mineração. Em contraste, foi identificada uma operação ilegal ativa em área protegida a poucos minutos de voo. A Amazônia não é o pulmão da Terra, diz a Ciência. Como surgiu a Amazônia? Sua origem pode ter ligação com a extinção dos dinossauros. Amazônia pode perder até 38% da floresta até o fim do século.
Parte do material analisado indica relação com territórios indígenas, incluindo regiões do povo Kayapó, no estado do Pará. Lideranças locais relatam impactos ambientais severos e afirmam que a contaminação de rios e a perda da fauna comprometem diretamente a alimentação das comunidades.
Conclusão do Greenpeace
O Greenpeace afirma que o uso de permissões emitidas para áreas sem exploração facilita a expansão contínua do garimpo ilegal. Já a Agência Nacional de Mineração declarou que acompanha os casos citados e destacou que o grande volume de autorizações na Amazônia representa desafios de fiscalização em larga escala.
Conclusão
O uso de permissões irregulares para explorar ouro na Amazônia é uma prática que continua movimentando bilhões de dólares, mesmo após ações de combate reforçadas pelo governo federal. A investigação do Greenpeace revela que o ouro ilegal na Amazônia é 'legalizado' por meio de permissões em áreas sem mineração real, criando uma espécie de fachada documental que viabiliza a comercialização do ouro irregular. O sistema de permissões irregulares é apontado como uma forma de validar comercialmente o ouro retirado de áreas clandestinas.
A Amazônia não é o pulmão da Terra, diz a Ciência. Como surgiu a Amazônia? Sua origem pode ter ligação com a extinção dos dinossauros. Amazônia pode perder até 38% da floresta até o fim do século.
O uso de permissões emitidas para áreas sem exploração facilita a expansão contínua do garimpo ilegal, levando à perda de áreas protegidas e impactando diretamente a vida indígena e a fauna. A investigação do Greenpeace evidencia que o ouro ilegal na Amazônia é 'legalizado' por meio de permissões em áreas sem mineração real, criando uma espécie de fachada documental que viabiliza a comercialização do ouro irregular. O sistema de permissões irregulares é apontado como uma forma de validar comercialmente o ouro retirado de áreas clandestinas.
O uso de permissões emitidas para áreas sem exploração facilita a expansão contínua do garimpo ilegal, levando à perda de áreas protegidas e impactando diretamente a vida indígena e a fauna.