Antes do surgimento das primeiras civilizações, um grupo de caçadores-coletores realizou uma jornada perigosa por uma caverna escura, habitada por ursos. As pegadas e fragmentos de carvão recuperados permitem uma visão aprofundada sobre essa aventura.

Pegadas de 14 mil anos revelam expedição pré-histórica em uma caverna cheia de ursos

Os Exploradores

O estudo, publicado na revista Quaternary International, revela que cinco indivíduos, incluindo pelo menos uma criança, percorreram cerca de 400 metros dentro da Grotta della Bàsura. O grupo foi acompanhado por um cachorro. As pegadas indicam que eles se moviam em fila indiana, com o cachorro permanecendo próximo às paredes.

Iluminação e Comportamento

Fragmentos de carvão e análises de grãos de pólen indicam que os exploradores usaram galhos de pinheiro-silvestre como tochas. Os cientistas realizaram experimentos para entender a eficiência desses galhos, descobrindo que ramos de 20 a 30 centímetros eram os mais adequados. Esses galhos permitiam que as tochas fossem transportadas enquanto as mãos permaneciam livres para ajudar na passagem por trechos difíceis.

Iluminação e Consumo de Madeira

Os pesquisadores estimaram que cada tocha consumia cerca de 18 centímetros de madeira em aproximadamente quatro minutos e meio, o suficiente para percorrer cerca de 100 metros dentro da gruta. Isso indica que o grupo precisou reacender as tochas quatro vezes até alcançar o Salão dos Mistérios.

Conclusão

A análise sugere que apenas duas fontes de luz eram suficientes para iluminar toda a comitiva. A distribuição ideal seria uma tocha carregada pela segunda pessoa da fila e outra pela última. Esses detalhes revelam não apenas aspectos da vida cotidiana dos grupos pré-históricos, mas também a capacidade de planejamento necessária para explorar ambientes hostis milhares de anos antes do desenvolvimento de tecnologias modernas.

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