O rover Perseverance, construído pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA, pousou em Marte em 18 de fevereiro de 2021, marcando uma revolução na nossa compreensão da Lua Vermelha. Além de realizar descobertas científicas e coletar amostras do solo marciano, o rover também registra imagens intrigantes, como uma rocha com formato de cobra, um eclipse solar, os destroços de seu próprio sistema de pouso, e até mesmo “uma porção de espaguete” e um “boneco de neve”. Em 2024, ele flagrou uma cabeça humana “deitada” no chão, com uma expressão cansada, que foi escolhida como a “Imagem da Semana 189” da missão.
Pareidolia: Um Fenômeno Psicológico Comum
Essa imagem, assim como algumas das outras citadas anteriormente, representa uma pareidolia, um fenômeno psicológico comum em todos os seres humanos. Pareidolia é o poder da mente de reconhecer figuras de rostos humanos ou animais em objetos, sombras, formações de luzes e em qualquer outro estímulo visual aleatório. É um truque da mente muito habitual quando, por exemplo, vemos as nuvens no céu e identificamos formatos familiares.
Evolução Humana e a Pareidolia
Carl Sagan, em seu livro “O mundo assombrado pelos demônios, A ciência como uma vela no escuro”, destacou que a habilidade de reconhecer ameaças foi crucial para a sobrevivência ao longo da evolução humana. Os primeiros humanos que fugiam ao perceber um possível leão escondido entre os arbustos tinham mais chances de sobreviver. Já aqueles que falhavam em identificar esse sinal de perigo poderiam ser devorados. Se, por acaso, o “leão” fosse apenas uma rocha, isso não importava, de qualquer modo, eles continuavam vivos e transmitiam seus genes para as futuras gerações.
A Explicação Científica
Necessidade de sobrevivência desenvolveu a pareidolia no ser humano. O nosso cérebro está sempre tentando interpretar o mundo à sua volta. Uma das formas de fazer isso é identificando e aprendendo padrões, que são basicamente regularidades estatísticas no ambiente, pois esses padrões ajudam o cérebro a decidir como agir para garantir a sobrevivência. Jess Taubert, da Universidade de Queensland, na Austrália, explicou que o rover Perseverance da NASA capturou uma pareidolia em uma rocha marciana, ilustrando o poder da pareidolia humana.