Introdução

A primeira caneta de semaglutida fabricada no Brasil deu o passo decisivo para chegar às farmácias. A Anvisa, por meio da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), definiu o preço máximo que pode ser cobrado pelo Ozivy, medicamento produzido pela EMS.

Semaglutida brasileira: saiba qual será o preço máximo cobrado nas farmácias

Preço Máximo e Classificação

A agência reguladora enquadrou o Ozivy na chamada “categoria 4”, destinada a novas apresentações de fórmulas que já existem no mercado. Por ser comparado diretamente ao Ozempic e ao Wegovy, o remédio nacional recebeu o mesmo teto de preço dos concorrentes: R$ 803,44 iniciais para a versão menor.

Estratégia de Preço

Apesar de ter o mesmo teto dos rivais, a EMS anunciou que pretende praticar preços 30% menores que a concorrência estrangeira. Na prática, enquanto as canetas menores do principal concorrente são encontradas hoje por cerca de R$ 900, a expectativa é que o Ozivy chegue ao consumidor custando perto de R$ 630.

Variação do Teto de Preço

O teto fixado pela CMED serve apenas como um limite que nenhuma farmácia pode ultrapassar. Como o imposto estadual (ICMS) varia pelo país, o valor máximo permitido por lei muda conforme a região:

  • Versão de 1,5 ml (sem imposto): R$ 803,44
  • Teto em São Paulo (ICMS de 18%): R$ 1.314,37
  • Teto em Alagoas (ICMS de 19%): R$ 1.330,60

Versão de 3 ml (sem imposto): R$ 1.399,72

Impacto na Concorrência

A liberação é o primeiro resultado prático da queda da patente do composto original. Especialistas apontam que a concorrência deve tornar o setor mais acessível. A Anvisa já acumulava 17 pedidos de registro de semaglutida no início do ano, sendo o Ozivy a primeira aprovação.

Reações da Novo Nordisk

A Novo Nordisk, antiga detentora da patente, começou a sinalizar mudanças em sua política comercial, oferecendo ações como a entrega gratuita de uma terceira unidade na compra de duas canetas.

Conclusão

A aprovação da caneta de semaglutida no Brasil marca um novo momento no mercado de tratamento para obesidade, com preços esperados que podem ser mais acessíveis para os consumidores.

BrasileiraMaximoPrecoSaibaSemaglutida