A possibilidade de a Semaglutida chegar ao Sistema Único de Saúde (SUS) voltou a ganhar força. A Novo Nordisk apresentou um novo pedido de incorporação do medicamento com desconto de 59% em relação à proposta rejeitada em 2025 pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec).
Novo Pedido de Incorporação
Enquanto a análise ainda não tem data para ocorrer, o Ministério da Saúde confirmou um estudo com pacientes do Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, usando o Wegovy, produto da própria farmacêutica.
Preços Atuais
A Novo Nordisk apresentou os seguintes valores por dose:
- R$ 396,88 para as dosagens de 0,25 mg a 1,0 mg.
Novas Alternativas
Com o fim da exclusividade da patente, a concorrência aumentou e os preços ficaram mais competitivos. A empresa apresentou os seguintes valores por dose:
- R$ 396,88 para as dosagens de 0,25 mg a 1,0 mg.
Impacto na Saúde Pública
Usada no tratamento do diabetes e da obesidade, a Semaglutida reduz o apetite e retarda o esvaziamento gástrico, contribuindo para a perda de peso. Hoje, pacientes com obesidade atendidos pelo SUS têm na cirurgia bariátrica a principal opção de tratamento. Em alguns estados, a espera pelo procedimento pode ultrapassar um ano.
Crise na Saúde Pública
O Vigitel aponta que mais de 60% dos brasileiros estão acima do peso, e cerca de 25% convivem com a obesidade. O relatório da Conitec também aponta os impactos financeiros da doença para o sistema público. Um episódio de AVC custa R$ 57.910,20, enquanto o tratamento de diálise ultrapassa R$ 72 mil no primeiro ano.
Estudo com Pacientes
Ainda em 2026, pessoas que aguardam a cirurgia bariátrica no Grupo Hospitalar Conceição participarão de um estudo com o Wegovy. O objetivo é avaliar os efeitos do tratamento e reunir informações que possam orientar uma futura incorporação do medicamento ao SUS.
Conclusão
A produção nacional da Semaglutida também avançou. Em maio de 2026, a EMS recebeu autorização para fabricar a Ozivy, sua versão do medicamento, e informou ao G1 que os próximos passos dependerão das definições do Ministério da Saúde.
A endocrinologista Maria Fernanda Barca, doutora pela Faculdade de Medicina da USP e integrante da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), ampliar o acesso à substância poderia ajudar principalmente a população de baixa renda e evitar complicações que acabam elevando os gastos com doenças crônicas.
Ministro da Saúde
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em entrevista à GloboNews, afirmou que a ideia é entender melhor as condições para a incorporação do medicamento ao SUS.
O estudo com pacientes pode abrir caminho para a incorporação da Semaglutida no SUS, mas a análise ainda não tem data para ocorrer.