Vendas de Celulares no Brasil
Os envios de smartphones ao varejo brasileiro caíram 11% no primeiro semestre de 2026 na comparação anual, segundo relatório da Counterpoint Research. A retração combina custos mais altos de memória, produção doméstica reduzida e consumo cauteloso.
Samsung Lidera com 42%
A Samsung lidera com 42% de participação, seguida pela Motorola, com 31%. Xiaomi e Apple empatam em terceiro lugar, com 7% cada. Xiaomi foi a marca que mais perdeu espaço: caiu de 11% para 7% entre o primeiro semestre de 2025 e o de 2026, recuo de 34% na comparação anual.
Apple Subindo de 6% para 7%
A Apple subiu de 6% para 7%, impulsionada pela linha iPhone 17 e por descontos nos modelos anteriores. A Apple fica com 63% das vendas acima de US$ 600, contra 34% da Samsung.
Preço dos Celulares
A faixa de 100 a US$ 249 (de 511 a R$ 1.272, sem impostos brasileiros ou taxas de importação) representa 61% das vendas, enquanto a de até US$ 99 caiu pela metade. Somados, os aparelhos de entrada abaixo de US$ 249 respondem por 78% do mercado.
Aumento da Memória de Memória
A previsão da Counterpoint para 2026 inteiro é de queda de dois dígitos nos envios. A falta de chips de memória deve durar até 2027 e bate primeiro nos modelos de entrada e intermediários, nos quais o custo dos componentes pesa mais no preço final.
Xiaomi e Imposto de Importação
Xiaomi recua para 7% do mercado, recuando de 11% para 7% entre o primeiro semestre de 2025 e o de 2026. A marca não monta nenhum aparelho no país e a preferência crescente por celular montado no Brasil, a menor remessa global da fabricante para cá e a concorrência de chinesas recém-chegadas explicam o tombo. A Xiaomi segue em terceiro lugar.
Redmi Note 17 Series e Xiaomi 18 Fold
A Redmi Note 17 Series chega com bateria de até 9.210 mAh e quatro modelos. Xiaomi 18 Fold chega com bateria gigante de 6.000 mAh e câmera Leica de 200 MP.
Lâmpada da Xiaomi
A lâmpada da Xiaomi custa R$ 60 e funciona por até 8 meses sem trocar a bateria.
Xiaomi e Imposto de Importação
Xiaomi: imposto de importação e mercado cinza. O imposto de importação sobre celular no Brasil chega a 105%, e a Xiaomi não monta nenhum aparelho no país. Boa parte do volume da marca vem do mercado cinza que atravessa a fronteira pelo Paraguai, com preço até 50% menor que o do modelo equivalente vendido pelos canais oficiais.
Conclusão
A economia brasileira e a alta dos preços de memória destruíram as vendas de celulares em 2026, com a Apple emergindo como a marca mais forte. A queda nas vendas e a alta dos preços de memória pressionaram as vendas de celulares, levando a uma queda de dois dígitos nos envios para 2026. A falta de chips de memória deve durar até 2027 e bate primeiro nos modelos de entrada e intermediários, nos quais o custo dos componentes pesa mais no preço final. Xiaomi e Apple emergiram como as marcas mais fortes, enquanto a Samsung e Motorola lideraram o mercado.
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Vendas de Celulares, Economia Brasileira, Memória de Memória, Apple, Xiaomi, Samsung, Motorola